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quinta-feira, 5 de abril de 2012

TROVADORISMO: CICLO CLÁSSICO - A GUERRA DE TROIA

                                        CICLO  CLÁSSICO
   O chamado Ciclo Clássico das novelas de cavalaria era formado pelas histórias de heróis “emprestados” da antiguidade greco-romana e da literatura clássica universal (Aquiles, Ulisses, Eneias...), pelas novelas que narravam a guerra de Troia e as aventuras de Alexandre, o Grande.  Esses heróis e aventuras eram colocados dentro dos ideais da época medieval.
  Geralmente, as novelas de cavalaria não apresentavam uma autoria. Elas circulavam pela Europa como verdadeira propaganda das Cruzadas, para estimular a fé cristã e angariar o apoio das populações ao movimento. As novelas eram tidas em alto apreço e foi muito grande a sua influência sobre os hábitos e os costumes da população da época.
   A divisão das novelas de cavalaria nesses três ciclos serve apenas para separar os temas das mesmas. Portanto, em se tratando da Literatura Portuguesa, essa divisão não tem cabimento, pois só o Ciclo Arturiano deixou marcas vivas de sua passagem em Portugal. Sabe-se que os demais ciclos foram conhecidos e exerceram alguma influência, mas apenas na poesia do tempo, visto que não se conhece em vernáculo nenhuma novela de tema carolíngio ou clássico. Seu meio de circulação era a fidalguia e a realeza. Traduzidas do Francês, era natural que na tradução e cópia sofressem voluntárias e involuntárias alterações com o objetivo de aclimatá-las à realidade histórico-cultural portuguesa. Nessa época, não há notícia de qualquer novela de cavalaria autenticamente portuguesa: eram todas vertidas do Francês.
  O que se pode fazer é conhecer os temas que deram assunto a tais histórias.

                           GUERRA DE TROIA
 Guerra de Troia pode ter sido um grande conflito bélico entre gregos e troianos, possivelmente ocorrido entr1300 a.C. e 1200 a.C. (fim da Idade do Bronze no Mediterrâneo).

Causa da guerra
  Segundo o poeta Homero, gregos e troianos entraram em guerra por causa do rapto da princesa Helena de Troia (esposa do rei lendário Menelau), por Páris (filho do rei Príamo). Isso ocorreu quando o príncipe troiano foi a Esparta, em missão diplomática, e acabou apaixonando-se por Helena. Páris havia recebido de Vênus a recompensa de ter a mulher mais bonita do mundo, que era Helena. O rapto deixou Menelau enfurecido, fazendo com que este organizasse um poderoso exército. O general Agamenon foi designado para comandar o ataque aos troianos. Através do mar Egeu, mais de mil navios foram enviados para Troia.

História
  A maioria dos gregos clássicos admitia que a Guerra de Troia era um evento histórico, embora muitos entendessem que os poemas homéricos continham vários exageros. Por exemplo, o historiador Tucídides, conhecido por seu espírito crítico, considerava-a um evento real, mas duvidava que os gregos houvessem mobilizado a quantidade de navios (mais de mil) mencionada por Homero, para atacar os troianos.
  Por volta de 1870, na Europa, os estudiosos da Antiguidade eram concordes em considerar as narrativas homéricas absolutamente lendárias. Segundo eles, a guerra jamais ocorrera e Troia nunca existira. Mas, quando o alemão Heinrich Schliemann (um apaixonado pelas obras de Homero, do qual falaremos mais adiante) descobriu as ruínas de Troia e de Micenas, foi preciso reformular esses conceitos.
   Ao longo do século XX, tentou-se tirar conclusões baseadas em textos hititas e egípcios, que datam da provável época da guerra. Arquivos hititas, como as Cartas de Tawagalawa, mencionam o reino de Ahhiyawa (Acaia ou Grécia), que se localizava "além do mar" (Egeu) e controlava a cidade de Milliwanda, identificada como Mileto. Igualmente é mencionado, nesses e em outros documentos, a Confederação de Assuwa, uma liga composta por 22 cidades, uma das quais, Wilusa (Ilios ou Ilium), pode ter sido Troia. Em um tratado datado de 1280 a.C., o rei de Wilusa é chamado de Alaksandu, ou seja, Alexandre, que é o outro nome pelo qual Páris é referido na Ilíada.
   Após a famosa Batalha de Kadesh (contra o Egito de Ramsés II), essa confederação rompeu sua aliança com os hititas, o que provocou, em 1230 a.C., uma campanha punitiva do rei Tudhalia IV (1240 a.C. - 1210 a.C.). Mas sob o reinado de Arnuwanda III (1210 a.C. - 1205 a.C.) os Hititas foram forçados a abandonar as terras que controlaram na costa do Egeu, abrindo espaço para possíveis invasores de além-mar. Nesse caso, a Guerra de Troia teria sido o ataque de Ahhiyawa (Acaia) contra a cidade de Wilusa (Ílios) e seus aliados da Confederação de Assuwa.
   Os trabalhos dos historiadores Moses Finley e Milman Parry procuraram associar a Guerra de Troia com um amplo fluxo migratório micênico, decorrente da invasão dos Dórios no Peloponeso. Poderia também haver uma correlação com o ataque ao Egito pelos "povos do mar", nos tempos do faraó Ramsés III.
  Mas os céticos quanto à veracidade da guerra glorificada por Homero apoiam-se na ausência de qualquer registro hitita de uma invasão da Anatólia (onde se localizava Troia) por povos vindos do mar.
   Em resumo, embora Schliemann tenha encontrado as ruínas da cidade de Troia (aliás, várias cidades, uma sobre a outra) no sítio mencionado por Homero, a questão da historicidade da guerra continua dividindo a opinião dos estudiosos.

Mitologia
    A versão mitológica da guerra estava contida nos poemas épicos do Ciclo Troiano, formado por oito poemas: Cantos Cípricos de Estasino, Ilíada de Homero, a Etiópida de Arctino de Mileto, a Pequena Ilíada de Lesques de Mitilene, A Destruição de Troia de Arctino de Mileto, Os Retornos de Hágias de Trezena, Odisseia de Homero e Telegonia de Êugamon de Cirene; somente restaran completos os poemas de Homero, a Ilíada e Odisseia, dos outros restaram somente fragmentos e informações de fontes secundárias da antiguidade. Segundo essas versões, a guerra se deu quando os aqueus (os gregos da época micênica) atacaram Troia, para recuperar Helena, raptada por Páris.
  A lenda conta que a deusa (ninfa) do mar Tétis era desejada como esposa por Zeus e por Poseídon. Porém Prometeu fez uma profecia que o filho da deusa seria maior que seu pai. Então os deuses resolveram dá-la como esposa a Peleu, um mortal já idoso, tencionando enfraquecer o filho, que seria apenas um humano. O filho de ambos foi Aquiles, e sua mãe, visando fortalecer sua natureza mortal, o mergulhou, quando ainda bebê, nas águas do mitológico rio Estige. As águas tornaram o herói invulnerável, exceto no calcanhar, por onde a mãe o segurou para mergulhá-lo no rio (daí a expressão "calcanhar de Aquiles", significando ponto vulnerável). Aquiles se torna o mais poderoso dos guerreiros, porém, ainda é mortal. Mais tarde, sua mãe profetisa que ele poderá escolher entre dois destinos: lutar em Troia e alcançar a glória eterna, mas morrer jovem, ou permanecer em sua terra natal e ter uma longa vida, porém ser logo esquecido. Aquiles escolhe a glória.
   Para o casamento de Peleu e Tétis todos os deuses foram convidados, menos Éris (ou Discórdia). Ofendida, a deusa compareceu invisível e deixou à mesa um pomo de ouro com a inscrição "À mais bela". As deusas HeraAtena e Afrodite disputaram o título de mais bela e o pomo. Zeus não quis ser o juiz, para não descontentar duas das deusas, então ordenou que o príncipe troiano Páris, à época sendo criado como um pastor ali perto, resolvesse a disputa.     
    Para ganhar o título de "mais bela", Atena ofereceu a Páris poder na batalha e sabedoria, Hera ofereceu riqueza e poder e Afrodite, o amor da mulher mais bela do mundo. Páris deu o pomo à Afrodite, ganhando sua proteção e o ódio das outras duas deusas contra si e contra Troia.
   A mulher mais bela do mundo era Helena (filha de Zeus e de Leda), esposa de Menelau, rei de Esparta, que a conquistara disputando contra vários outros reis pretendentes com a ajuda de Ulisses (Odisseu), rei de ítaca e Agamênon, rei supremo de Micenas e de toda a Grécia, tendo todos jurado lealdade ao marido de Helena e sempre protegê-la, qualquer que fosse o vencedor da disputa.
  Quando Páris foi à Esparta em missão diplomática, apaixonou-se por Helena e ambos fugiram para Troia, enfurecendo Menelau. Este foi pedir ajuda a seu irmão que, a conselho de Nestor(rei de Pilos), um de seus conselheiros, apelou aos antigos pretendentes de Helena, lembrando o juramento que haviam feito. Agamenon então assumiu o comando de um exército de mil navios e atravessou o mar Egeu para atacar Troia sob o auxílio de Ulísses, levando consigo grandes guerreiros como Aquiles, Ajax, o pequeno Ajax, Diomedes, Idomeneu, entre outros. As naus gregas desembarcaram na praia próxima à Troia e iniciaram um cerco que iria durar dez anos e custaria a vida de muitos heróis de ambos os lados. Dois dos mais notáveis heróis a perderem a vida na guerra de Troia foram Heitor(que foi morto por Aquiles por vingança por ter matado seu amante Pátroclo) e Aquiles.
   Finalmente, a cidade foi tomada graças ao artifício concebido por Odisseu (Ulisses): fingindo terem desistido da guerra, os gregos embarcaram em seus navios, deixando na praia um enorme cavalo de madeira, que os troianos decidiram levar para o interior de sua cidade, como símbolo de sua vitória, apesar das advertências de Cassandra. À noite, quando todos dormiam, os soldados gregos, que se escondiam dentro da estrutura oca de madeira do cavalo, saíram e abriram os portões para que todo o exército (cujos navios haviam retornado, secretamente, à praia), invadisse a cidade.
  Apanhados de surpresa, os troianos foram vencidos e a cidade incendiada. As mulheres (inclusive a rainha Hécuba, a princesa Cassandra e Andrômaca, viúva de Heitor) foram escravizadas. O rei Príamo e a maioria dos homens foram mortos (um dos poucos sobreviventes foi Eneias, príncipe de Lirnesso, que fugiu de Troia, carregando seu paiAnchises, já idoso, sobre os ombros).
   E, assim, Menelau recuperou sua esposa, Helena (tendo matado Dêifobo, com quem ela se casara, após a morte de Páris), e levou-a de volta a Esparta. Agamênon foi morto por sua esposa, que lhe roubou o trono, e Odisseu, como profetizado, passou com o fim da guerra (que durou dez anos) mais dez anos vagando pelo mar, até chegar á Ítaca vestido de mendigo para provar a fidelidade de Penélope sua esposa, que estava cheia de pretendentes ao casamento e consequentemente ao trono. Porém ela os enganara durante 20 anos até o retorno de seu marido que, ao descobrir tudo o que se passou em sua ausência, matou seus inimigos com a ajuda de seu filho.

A Guerra de Troia no cinema
§     Troia (2004) - EUA/UK
§     As troianas (2004) - EUA
§     Helena de Troia (2003) - EUA
§     A Odisseia (1997) - EUA, UK, Itália, Grécia, Alemanha
§     Electra (1981) - Alemanha
§     Ifigênia (1977) - Grécia
§     As troianas (1971) - EUA/Grécia/UK
§     As troianas (1963) - México
§     Electra (1962) - Grécia
§     A ira de Aquiles (1962) - Itália
§     A lenda de Eneias (1962) - Itália/França
§     A guerra de Troia (1961) - Itália/França
§     Helena de Troia (1956) - EUA/Itália
§     Ulisses (1954) - Itália
§     A rainha de Esparta (1931) - Itália
.                                                        wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Troia

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