SOS LÍNGUA PORTUGUESA

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

CRONISTAS CONTEMPORÂNEOS I

1. RUBEM  BRAGA -  (Cachoeiro de Itapemirim, 12 de janeiro de 1913 — Rio de Janeiro, 19 de dezem-bro de 1990) foi um escritor lembrado como um dos melhores cronistasbrasileiros. Era irmão do poeta e jornalista Newton Braga.
Biografia
Iniciou-se no jornalismo profissional ainda estudante, aos 15 anos, no Correio do Sul, de Cachoeiro de Itapemirim, fazendo reportagens e assinando crônicas diárias no jornal Diário da Tarde. Formou-se bacharel pela Faculdade de Direito de Belo Horizonte em1932, mas não exerceu a profissão. Neste mesmo ano, cobriu a Revolução Constitucionalista deflagrada em São Paulo, na qual chegOU a ser preso. Transferindo-se para Recife, dirigiu a página de crônicas policiais no Diário de Pernambuco. Nesta cidade, fundou o periódico Folha do Povo. Em 1936 lançou seu primeiro livro de crônicas, O Conde e o Passarinho, e fundou em São Paulo a revista Problemas, além de outras. Durante a Segunda Guerra Mundial, atuou como correspondente de guerra junto à F.E.B. (Força Expedicionária Brasileira).
Rubem Braga fez diversas viagens ao exterior, onde desempenhou função diplomática em Rabat, a capital do Marrocos, atuando também como correspon-dente de jornais brasileiros. Após seu regresso, exerceu o jornalismo em várias cidades do país, fixando domicílio no Rio de Janeiro, onde escreveu crônicas e críticas literárias para o Jornal Hoje, da Rede Globo de Televisão. Sua vida como jornalista registra a colaboração em inúmeros perió¬dicos, além da participação em várias antologias, entre elas a Antologia dos Poetas Contemporâneos.
Homenagem
Foi inaugurada, no dia 30 de junho de 2010, a terceira saída da estação General Osório do Metrô, em Ipanema, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. O novo acesso, que conta com duas torres com dois elevadores ligando a Rua Barão da Torre ao Morro do Cantagalo, recebeu o nome de Complexo Rubem Braga, em homenagem ao escritor que, por anos, morou na cobertura do prédio vizinho à estação.
Obras
Crônicas: O Conde e o Passarinho, 1936; O Morro do Isolamento, 1944; Com a FEBoça, 1957; 100 Crônicas Escolhidas, 1958; Ai de ti, Copacabana, 1960;  O Conde e o Passarinho e O Morro do Isolamento, 1961; Crônicas de Guerra - Com a FEB na Itália, 1964; A Cidade e a Roça e Três Primitivos, 1964 A Traição das Elegantes, 1967; Crônicas do Espírito Santo, 1984 (Coleção Letras Capixabas); As Boas Coisas da Vida, 1988; O Verão e as Mulheres, 1990; 200 Crônicas Escolhidas; Casa dos Braga: Memória de Infância (destinado ao público juvenil); Uma fada no front; Histórias do Homem Rouco; Os melhores contos de Rubem Braga (seleção David Arrigucci); O Menino e o Tuim; Recado de Primavera; Um Cartão de Paris; Pequena Antologia do Braga.
Romances:  Casa do Braga
Adaptações: O Livro de Ouro dos Contos Russos; Os Melhores Poemas de Casimiro de Abreu (Seleção e Prefácio); Coleção Reencontro Audiolivro - Cirano de Bergerac - Edmond Rostand; Coleção Reencontro: As Aventuras Prodigiosas de Tartarin de Tarascon Alphonse Daudet; Coleção Reencontro: Os Lusíadas - Luis de Camões (com Edson Braga)
Traduções:  Antoine de Saint-Exupéry - Terra dos Homens.

2.PAULO  MENDES CAMPOS -  (Belo Horizonte, 28 de fevereiro de 1922 — Rio de Janeiro, 1 de julho de 1991) foi um escritor e jornalista brasileiro.
Biografia
Nascido em Minas Gerais, era filho do médico e escritor Mário Mendes Campos e de D. Maria José de Lima Campos. Começou seus estudos na capital mineira, prosseguiu em Cachoeira do Campo, onde opadre professor de português lhe vaticinou: "Você ainda será escritor", e terminou em São João del-Rei.
Começou os estudos de Odontologia, Veterinária e Direito, não chegando a completá-los. Seu sonho de ser aviador também não se concretizou. Diploma mesmo, ele gostava de brincar, só teve o de datilógrafo.
Muito moço ainda, ingressou na vida literária, como integrante da geração mineira de 1945, a que pertencia Fernando Sabino e pertenceram os já falecidos Otto Lara Resende, Hélio Pellegrino, João Ettiene Filho, Carlos Castello Branco e Murilo Rubião. Em Belo Horizonte, dirigiu o suplemento literário da Folha de Minas e trabalhou na empresa de construção civil de um tio.
Foi para o Rio de Janeiro em 1945, a fim de conhecer o poeta Pablo Neruda, e acabou ficando. No Rio já se encontravam seus melhores amigos de Minas — Sabino, Otto, e Hélio Pellegrino. Passou a colaborar em O Jornal, Correio da Manhã (de que foi redator durante dois anos e meio) e Diário Carioca. Neste último, assinava a Semana Literária e, depois, a crônica diária Primeiro Plano. Foi, durante muitos anos, um dos três cronistas efetivos da revista Manchete.
Admitido no IPASE em 1947, como fiscal de obras, passou a redator daquele órgão e chegou a ser diretor da Divisão de Obras Raras daBiblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.
Em 1951 lançou seu primeiro livro, A palavra escrita, de poemas. Casou-se, nesse mesmo ano, com Joan, de ascendência  inglesa, tendo tido dois filhos: Gabriela e Daniel.
Paulo Mendes Campos foi repórter e, algumas vezes, redator de publicidade. Foi, também, hábil tradutor de poesia e prosa inglesa efrancesa — entre outros Júlio Verne, Oscar Wilde, John Ruskin, Shakespeare, além de Neruda.
Bibliografia:
A Palavra Escrita, poesia, Ed. Hipocampo - 1951;Forma e Expressão do Soneto, antologia, 1952; Testamento do Brasil, poesia, 1956; O Domingo Azul do Mar, poemas,1958; Páginas de Humor e Humorismo; O Cego de Ipanema,, 1960; Homenzinho na Ventania, 1962; O Colunista do Morro, 1965; Testamento do Brasil e Domingo Azul do Mar, 1966; Hora do Recreio, 1967; O Anjo Bêbado, 1969; Trinca de Copas, 1984; Rir é o Único Jeito; O Amor Acaba, 1999. Cisne de Feltro - Crônicas Autobiográficas - Ed. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2000; Alhos e Bugalhos , 2000. Brasil brasileiro — Crônicas do país, das cidades e do povo -, 2000. Murais de Vinícius e outros perfis -, 2000.O gol é necessário — Crônicas esportivas, 2000.CArtigo indefinido, 2000. De um caderno cinzento — Apanhadas no chão, 2000. Balé do pato e outras crônicas , 2003. A volta ao mundo em 80 dias, 2004.Quatro histórias de ladrão, 2005.

3.FERNANDO  SABINO - Fernando Tavares Sabino - (Belo Horizonte, 12 de outubro de 1923 — Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2004) foi um escritor e jornalistabrasileiro.
Durante a adolescência, foi locutor de programa de rádio Pila No Ar e começou a colaborar regularmente com artigos, crônicas e contos em revistas da cidade, conquistando prêmios em concursos.
No início da década de 1940, começou a cursar a Faculdade de Direito e ingressou no jornalismo como redator da Folha de Minas. O primeiro livro de contos, Os grilos não cantam mais, foi publicado em 1941, no Rio de Janeiro quando o autor tinha apenas dezoito anos, e sendo que alguns contos do livro foram escritos quando Fernando Sabino tinha apenas quatorze anos.
Tornou-se colaborador regular do jornal Correio da Manhã, onde conheceu Vinicius de Moraes, de quem se tornou amigo.
Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1944. Depois de se formar em Direito na Faculdade Federal do Rio de Janeiro em 1946, viajou com Vinicius de Moraes aos Estados Unidos da América, onde morou por dois anos em Nova Iorque com sua primeira esposa Helena Sabino e a primogenita Eliana Sabino.
O encontro marcado, uma de suas obras mais conhecidas, foi lançada em 1956, ganhando edições até no exterior, além de ser adaptada para o teatro. Sabino decidiu, então (1957), viver exclusivamente como escritor e jornalista. Iniciou uma produção diária de crônicas para oJornal do Brasil, escrevendo mensalmente também para a revista Senhor.
Em 1960, Fernando Sabino publicou o livro O homem nu, pela Editora do Autor, fundada por ele, Rubem Braga e Walter Acosta. Publicou, em 1962, A mulher do vizinho, que recebeu o Prêmio Fernando Chinaglia, do Pen Club do Brasil.
Em 1966, fez a cobertura da Copa do Mundo de Futebol para o Jornal do Brasil. Fundou, em 1967, em conjunto com Rubem Braga, a Editora Sabiá, onde publicou livros de Vinicius de Moraes, Paulo Mendes Campos, Otto Lara Resende, Carlos Drummond de Andrade,Manuel Bandeira, Cecília Meireles e Clarice Lispector, entre outros.
Publicou O grande mentecapto em 1979, iniciado mais de trinta anos antes. A obra, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti, e acabaria sendo adaptada para o cinema, com direção de Oswaldo Caldeira, em 1989, e também para o teatro. Em julho de 1999, recebeu da Academia Brasileira de Letras o prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra.
Faleceu em sua casa em Ipanema (zona sul no Rio de Janeiro), vítima de T.A.F no fígado, às vésperas do 81º aniversário. A pedido, o epitáfio é o seguinte: "Aqui jazz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino!"
Obra
Os grilos não cantam mais - contos 1941; A marca - novela .1944; A cidade vazia - crônicas sobre Nova York ,1950; A vida real – novelas, 1952; O encontro marcado – romance, 1956; O homem nu – crônicas, 1960; A mulher do vizinho – crônicas, 1962; A companheira de viagem – crônicas,  1965; A inglesa deslumbrada - crônicas,1967; Gente - crônica sobre personalidades com quem Fernando Sabino teve contato , 1967;Deixa o Alfredo falar! - crônicas ,1976; O Encontro das Águas - crônicas sobre uma viagem à cidade de Manaus/AM,1977;O grande mentecapto - romance ,1979; A falta que ela me faz – crônicas,1980; O menino no espelho – romance, 1982; O Gato Sou Eu – crônicas, 1983; Macacos me mordam, 1984; A vitória da infância, 1984; A faca de dois Gumes – novelas, 1985; O Pintor que pintou o sete ,1987; Martini Seco, 1987; O tabuleiro das damas - autobiografia literária,1988; De cabeça para baixo - crônicas de viagens, 1989; A volta por cima – crônicas, 1990;  Zélia, uma paixão – biografia, 1991; O bom ladrão – novela,1992; Aqui estamos todos nus, 1993; Os restos mortais, 1993; A nudez da verdade ,1994;  Com a graça de Deus, 1995; O outro gume da faca – novela, 1996; Um corpo de mulher, 1997; O homem feito novela, 1998; Amor de Capitu - recriação literária, 1998; No fim dá certo – crônicas, 1998; A chave do enigma, 1999; O galo músico, 1999; Cara ou coroa?, 2000; Duas novelas de amor – novelas, 2000; Livro aberto - Páginas soltas ao longo do tempo - crônicas, entrevistas, fragmentos, etc., ; Cartas perto do coração - correspondência com Clarice Lispector, 2001; Cartas na mesa - correspondência com Paulo Mendes Campos, Otto Lara Resende e Hélio Pellegrino, 2002; Os caçadores de mentira, 2011.

4. LUIS  FERNANDO VERÍSSIMO -  Luis Fernando Verissimo (Porto Alegre, 26 de setembro de 1936) é um escritor brasileiro. Mais conhecido por suas crônicas e textos de humor, mais precisamente de sátiras de costumes, publicados diariamente em vários jornais brasileiros, Verissimo é também cartunista e tradutor, além de roteirista de televisão, autor de teatro e romancista bissexto. Já foi publicitário e  copy desk  de jornal. É ainda músico, tendo tocado saxofone em alguns conjuntos. Com mais de 60 títulos publicados, é um dos mais populares escritores brasileiros contemporâneos. É filho do também escritor Erico Verissimo.
Formação
Nascido e criado em Porto Alegre, Luis Fernando viveu parte de sua infância e adolescência nos Estados Unidos, com a família, em função de compromissos profissionais assumidos por seu pai - professor na Universidade de Berkeley (1943-1945) e diretor cultural da União Pan-americana em Washington (1953-1956). Como consequência disso, cursou parte do primário em San Francisco e Los Angeles, e concluiu o secundário na Roosevelt High School, de Washington.
Aos 14 anos produziu, com a irmã Clarissa e um primo, um jornal periódico com notícias da família, que era pendurado no banheiro de casa e se chamava "O Patentino" (patente é como é conhecida a privada no Rio Grande do Sul).
No período em que viveu em Washington, Verissimo desenvolveu sua paixão pelo jazz, tendo começado a estudar saxofone e, em frequentes viagens a Nova York, assistido a espetáculos dos maiores músicos da época, inclusive Charlie Parker e Dizzy Gillespie.
Primeiros trabalhos
De volta a Porto Alegre em 1956, começou a trabalhar no departamento de arte da Editora Globo. A partir de 1960, fez parte do grupo musical Renato e seu Sexteto, que se apresentava profissionalmente em bailes na capital gaúcha, e que era conhecido como "o maior sexteto do mundo", porque tinha 9 integrantes.
Entre 1962 e 1966, viveu no Rio de Janeiro, onde trabalhou como tradutor e redator publicitário, e onde conheceu e casou-se (1963) com a carioca Lúcia Helena Massa, sua companheira até hoje e mãe de seus três filhos (Fernanda, 1964; Mariana, 1967; e Pedro, 1970).
Em 1967, de novo em sua cidade natal, começou a trabalhar no jornal Zero Hora, a princípio como revisor de textos (copy-desk). Em 1969, depois de cobrir as férias do colunista Sérgio Jockymann e poder mostrar a qualidade e agilidade de seu texto, passou a assinar sua própria coluna diária no jornal. Suas primeiras colunas foram sobre futebol, abordando a fundação do Estádio Beira-Rio e os jogos do Internacional, seu clube do coração. No mesmo ano, tornou-se redator da agência de publicidade MPM Propaganda.
Em 1970 transferiu-se para o jornal Folha da Manhã, onde manteve sua coluna diária até 1975, escrevendo sobre esporte, cinema, literatura, música, gastronomia, política e comportamento, sempre com ironia e ideias pessoais, além de pequenos contos de humor que ilustram seus pontos de vista.
Em 1971 criou, com um grupo de amigos da imprensa e da publicidade porto-alegrense, o semanário alternativo O Pato Macho, com textos de humor, cartuns, crônicas e entrevistas, e que vai circular durante todo o ano na cidade.
Primeiros livros publicados
Em 1973 lançou, pela Editora José Olympio, seu primeiro livro, O Popular, com o subtítulo "crônicas, ou coisa parecida", uma coletânea de textos já veiculados na imprensa, o que seria o formato da grande maioria de suas publicações até hoje.
Em 1975, voltou ao jornal Zero Hora, onde permanece até hoje, e passou a escrever semanalmente também no Jornal do Brasil, tornando-se nacionalmente conhecido. Em 1979, publicou seu quinto livro de crônicas, "Ed Mort e Outras Histórias", o primeiro pela Editora L&PM, com a qual trabalharia durante 20 anos. O título do livro refere-se àquele que viria a ser um dos mais populares personagens de Luis Fernando Verissimo. Uma sátira dos policiais noir, imortalizados pela literatura e por filmes interpretados por Humphrey Bogart, Ed Mort é um detetive particular carioca, de língua afiada, coração mole e sem um tostão no bolso, que passou a protagonizar uma tira de quadrinhos desenhada por Miguel Paiva e publicada em centenas de jornais diários, gerou uma série de cinco álbuns de quadrinhos (1985-1990) e ainda um filme com Paulo Betti no papel-título.
Entre 1980 e 1981, Verissimo viveu com a família por 6 meses em Nova York, o que mais tarde renderia o livro "Traçando Nova York", primeiro de uma série de seis livros de viagem escritos em parceira com o ilustrador Joaquim da Fonseca e publicados pela Editora Artes e Ofícios.
Popularidade nacional
Em 1981, o livro "O Analista de Bagé", lançado na Feira do Livro de Porto Alegre, esgotou sua primeira edição em dois dias, tornando-se fenômeno de vendas em todo o país. O personagem, criado (mas não aproveitado) para um programa humorístico de televisão com Jô Soares, é um  psicanalista  de formação freudiana ortodoxa, mas com o sotaque, o linguajar e os costumes típicos da fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai e a Argentina. A contradição entre a sofisticação da psicanálise e a "grossura" caricatural do gaúcho da fronteira gerou situações engraçadíssimas, que Verissimo soube explorar com talento em dois livros de contos, um de quadrinhos (com desenhos de Edgar Vasques) e uma antologia.
Em 1982 passou a publicar uma página semanal de humor na revista Veja, que manteria até 1989.
Em 1983, em seu décimo volume de crônicas inéditas, lançou um novo personagem que também faria grande sucesso, a Velhinha de Taubaté, definida como "a única pessoa que ainda acredita no governo". O ingênuo personagem, que dera a seu gato de estimação o nome do porta-voz do Presidente-General Figueiredo, marcava a decadência do governo militar brasileiro, que já estava quase completando 20 anos. Mas, anos depois, em plena democracia, Verissimo faria reviver a Velhinha de Taubaté, ironizando a credibilidade dos presidentes civis, especialmente Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso.
Em toda a década de 1980, Verissimo consolidou-se como um fenômeno de popularidade raro entre escritores brasileiros, mantendo colunas semanais em vários jornais e lançando pelo menos um livro por ano, sempre nas listas dos mais vendidos, além de escrever para programas de humor da TV Globo.
Em 1986, morou seis meses com a família em Roma, e cobriu a Copa do Mundo para a revista Playboy. Em 1988, sob encomenda da MPM Propaganda, escreveu seu primeiro romance, O Jardim do Diabo.
Homem de ideias
Em 1989, começou a escrever uma página dominical para o jornal O Estado de São Paulo, mantida até hoje, e para a qual criou o grupo de personagens da Família Brasil. No mesmo ano, estreou no Rio de Janeiro seu primeiro texto escrito especialmente para teatro, "Brasileiras e Brasileiros". E ainda recebeu o Prêmio Direitos Humanos da OAB.
Em 1990, passou 10 meses com a família em Paris e cobriu a Copa da Itália para os jornais Zero Hora, Jornal do Brasil e O Estado de São Paulo, o que voltaria a fazer em 1994, 1998, 2002 e 2006.
Em 1994, a antologia de contos de humor "Comédias da Vida Privada" foi lançada com grande sucesso, vindo a tornar-se um especial da TV Globo (1994) e depois uma série de 21 programas (1995-1997), com roteiros de Jorge Furtado e direção de Guel Arraes.
Em 1995, intelectuais brasileiros convidados pelo caderno "Ideias" do Jornal do Brasil elegeram Luis Fernando Verissimo o Homem de Ideias do ano. A esta seguiram-se outras homenagens: em 1996, "Medalha de Resistência Chico Mendes" da ONG Tortura Nunca Mais, "Medalha do Mérito Pedro Ernesto" da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e "Prêmio Formador de Opinião" da Associação Brasileira de Empresas de Relações Públicas; culminando, em 1997, com o "Prêmio Juca Pato", da União Brasileira de Escritores como o Intelectual do ano. Em 1999, recebeu ainda o Prêmio Multicultural Estadão.
De volta à música
Ainda em 1995, por iniciativa do contrabaixista Jorge Gerhardt, foi criado o grupo Jazz 6, este certamente "o menor sexteto do mundo", com apenas 5 integrantes: além de Verissimo no saxofone e Gerhardt no contrabaixo, fazem parte do grupo Luiz Fernando Rocha (trompete e flugelhorn), Adão Pinheiro (piano) e Gilberto Lima (bateria).
Sendo Gerhardt, Rocha, Pinheiro e Lima "músicos em tempo integral", o grupo depende da agenda de Verissimo para se apresentar, mas já tem 13 anos de estrada e 4 CDs lançados: "Agora é a Hora" (1997), "Speak Low" (2000), "A Bossa do Jazz" (2003) e "Four" (2006).
Novos rumos
Em 1999, Verissimo deixou de desenhar as tiras de As Cobras e mudou de editora, trocando a L&PM pela Objetiva, que passou a republicar toda a sua obra. Em 2003, resolveu reduzir seu volume de trabalho na imprensa, passando de seis para apenas duas colunas semanais, agora publicadas em Zero Hora, O Globo e O Estado de São Paulo.
A partir de solicitações geradas pelas editoras, Verissimo deixou de ser o "grande escritor de textos curtos" e emendou uma série de novelas e romances.
Em 2003, uma reportagem de capa da revista Veja destacou Verissimo como "o escritor que mais vende livros no Brasil". Ao mesmo tempo, a versão em inglês de "Clube dos Anjos" ("The Club of Angels") é escolhida pela New York Public Library como um dos 25 melhores livros do ano.
Em 2004, na França, recebeu o Prix Deux Oceans do Festival de Culturas Latinas de Biarritz.
Em 2006, Verissimo chegou aos 70 anos de idade consagrado como um dos maiores escritores brasileiros contemporâneos, tendo vendido ao todo mais de 5 milhões de exemplares de seus livros. Em 2008, sua filha Fernanda deu-lhe a primeira neta, Lucinda, nascida no dia do aniversário do Sport Club Internacional, 4 de abril.
Personagens  criados: Ed Mort, Velhinha de Taubaté, Analista de Bagé, As Cobras, Família Brasil ,Dorinha .
Livros publicados
Crônicas e contos (inéditos): O Popular,  A Grande Mulher Nua, Amor Brasileiro,
O Rei do Rock,  Ed Mort e Outras Histórias, Sexo na Cabeça, O Analista de Bagé,
A Mesa Voadora, Outras do Analista de Bagé,  A Velhinha de Taubaté , A Mulher do Silva, A Mãe de Freud, O Marido do Doutor Pompeu, Zoeira Noites do Bogart, Orgias ,Pai Não Entende Nada, Peças Íntimas ,O Santinho, O Suicida e o Computador, Comédias da Vida Pública,   A Versão dos Afogados - Novas Comédias da Vida Pública,  A Mancha.
Crônicas e contos (antologias e reedições): O Gigolô das Palavras, Comédias da Vida Privada, Novas Comédias da Vida Privada, Ed Mort, Todas as Histórias, Aquele Estranho Dia que Nunca Chega, A Eterna Privação do Zagueiro Absoluto, Histórias Brasileiras de Verão, As Noivas do Grajaú, Todas as Comédias,Festa de Criança, Comédias para se Ler na Escola , As Mentiras que os Homens Contam, Todas as Histórias do Analista de Bagé ,Banquete Com os Deuses ,O Nariz e Outras Crônicas, O Melhor das Comédias da Vida Privada, Mais comédias para ler na escola.
Novelas e romances: Pega pra Kapput com Moacyr Scliar, Josué Guimarães e Edgar Vasques),O Jardim do Diabo,  Gula - O Clube dos Anjos,  Borges e os Orangotangos Eternos,  O Opositor (2004, Editora Objetiva, coleção Cinco Dedos de Prosa), A Décima Segunda Noite, Os Espiões.
Relatos de viagens:Traçando New York, Traçando Paris, Traçando Porto Alegre ,
Traçando Roma (1993, ed. Artes e Ofícios; com Joaquim da Fonseca), América ,Traçando Japão,  Traçando Madrid .
Cartuns e quadrinhos:  As Cobras, As Cobras e Outros Bichos ),As Cobras do Verissimo ,O Analista de Bagé em Quadrinhos, Aventuras da Família Brasil, Ed Mort em Procurando o Silva, As Cobras, vols I, II e III ;Ed Mort em Disneyworld Blues ,Ed Mort em Com a Mão no Milhão, Ed Mort em Conexão Nazista, Ed Mort em O Sequestro do Zagueiro Central, A Família Brasil,  As Cobras em Se Deus existe que eu seja atingido por um raio, Pof , Aventuras da Família Brasil , O Arteiro e o Tempo,  Poesia Numa Hora Dessas?!, Internacional, Autobiografia de uma Paixão.

5. JUREMIR MACHADO DA SILVA - Juremir Machado da Silva -(Santana do Livramento, 1962) é um escritor, tradutor, jornalista e professor universitário brasileiro. Atualmente, é coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da PUC-RS.
Biografia
É doutor em Sociologia pela Universidade de Paris V: René Descartes. Em Paris, de 1993 a 1995, foi colunista e correspondente do jornal Zero Hora. Atualmente, é professor do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social da PUC-RS e coordenador do programa de pós-graduação em Comunicação da mesma universidade. Também assina uma coluna diária e mantém um blog no jornal Correio do Povo de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
Juremir escreveu um romance histórico sobre Getúlio Vargas. Por seus comentários políticos foi acusado por leitores de pertencer ao PT, na coluna em que indicou a vereadora do partido, Sofia Cavedon, como futura estrela da política.
Livros:
Aprender a (vi)ver (2006), Mal dito (2005) em venda na Europa, Tradução de Metamorfoses da cultura liberal, de Gilles Lipovetsky (2004), A genealogia do virtual (2004), Getúlio (2004), Organizador de Mídia.br (2003),Flores do mal (2003), Ela nem me disse adeus (2003), Tradução de O bonde, de Claude Simon (2003), As tecnologias do imaginário (2002), Nau frágil (2003), Adios, baby (2003), A miséria do jornalismo brasileiro (2000), Para navegar no Século XXI (1999), Fronteiras (1999), Visões de uma certa Europa (1998),Viagem ao extremo sul da solidão (1997), Anjos da perdição (1996), Cai a noite sobre palomas (1995).
Prêmio:  Prêmio Luiz Beltrão 2001,na categoria Liderança emergente.

6.ROBERTO POMPEU  DE TOLEDO - Roberto Pompeu de Toledo (São Paulo, 1944) é um jornalista brasileiro.
Formou-se em 1966. Trabalhou por pouco tempo na Rádio Bandeirantes e depois na Rádio Eldorado, ambas na cidade de São Paulo. Após trabalhou no Jornal da Tarde e em seguida, foi para a revista Veja.
Depois trabalhou no efêmero Jornal da República e na revista IstoÉ, nesta como redator-chefe. Voltou para a Veja e saiu novamente, para ser o editor-executivo do Jornal do Brasil. Retornou à Veja pela terceira vez, sendo o editor da seção Internacional, editor-executivo e correspondente em Paris.
Em 2007 é editor especial da revista Veja. Faz reportagens especiais e mantém uma coluna na revista, publicada na última página, a cada dois números.
Obras: À Sombra da Escravidão, Surpresa, A Capital da Solidã, O Presidente Segundo o Sociólogo, Leda.

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