SOS LÍNGUA PORTUGUESA

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

CRONISTAS CONTEMPORÂNEOS II

7.MARTHA  MEDEIROS - Martha Medeiros  nasceu no dia 20 de agosto de 1961. É jornalista e escritora.
Biografia
Filha de José Bernardo Barreto de Medeiros e Isabel Mattos de Medeiros, é colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro. Casou-se com o publicitário Luiz Telmo de Oliveira Ramos e tem duas filhas. Estudou no Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, tradicional de Porto Alegre, localizado nos arredores do bairro Moinhos de Vento. Formou-se em 1982 na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre. Trabalhou em propaganda e publicidade, mas logo se sentiu frustrada com a carreira. Quando seu marido recebeu uma proposta de trabalho no Chile, decidiu que uma mudança de país seria uma ótima oportunidade para dar um tempo na profissão. Esta estada de nove meses no Chile, na qual passou escrevendo poesia, acabou sendo um divisor de águas na sua vida. Quando voltou para Porto Alegre, começou a escrever crônicas para jornal e, a partir daí, sua carreira literária deslanchou.
Obras Publicadas:
Strip-Tease (1985) – Poesia,Meia noite e um quarto (1987) – Poesia,Persona non grata (1991) – Poesia, De Cara Lavada (1995) – Poesia,Poesia Reunida (1998),Geração Bivolt (1995) - Primeiro livro de crônicas,Topless (1997) – Crônicas,Santiago do Chile (1996) - guia de viagem,Trem-Bala (1999) - Livro de crônicas, adaptado com sucesso para o teatro, sob direção de Irene Brietzke,Non Stop (2000) – Crônicas,Cartas Extraviadas e Outros Poemas (2000),Divã (2002) - Romance que origem a uma peça, a um filme e série de TV, todos estrelados pela  atriz Lilia Cabral, no papel de Mercede; Montanha-Russa (2003) – Crônicas,Coisas da Vida (2005) – Crônicas, Esquisita como Eu (2004) – Infantil, Selma e Sinatra (2005) – Romance,Tudo que Eu Queria te Dizer (2007) - Adaptado para o teatro e estrelado por Ana Beatriz Nogueira,Doidas e Santas (2008) – Crônicas,Fora de Mim(2010) – Romance,Feliz por Nada (2011) – Crônicas.

8. DAVID  COIMBRA - David Coimbra (Porto Alegre, 28 de abril de 1962) é um jornalista brasileiro.
Trajetória:
É formado pela PUCRS em jornalismo, e trabalhou em diversas redações do sul do Brasil. Atualmente é diretor executivo de Esportes e colunista de Zero Hora, além de comentarista da TVCOM, onde participa do Café TVCOM. Participa também do Programa de debates Sala de Redação, na Rádio Gaúcha.
No período em que estava na faculdade trabalhou como assessor de imprensa da Livraria e Editora Sulina. Redigia resenhas, entrevistava autores e acompanhava escritores em suas visitas ao Rio Grande do Sul.
Obras:
Entre reportagens, romances, compilações de crônicas e contos, já lançou:
800 Noites de Junho - reportagem sobre o que ocorreu com o deputado Antônio Dexheimer, principal acusado do assassinato do também deputado e radialista José Antônio Daudt, em 1988; A História dos Grenais - a trajetória do maior clássico do futebol gaúcho; Atravessando a Escuridão - reportagem sobre um mineiro de carvão torturado pela repressão durante a ditadura militar no Brasil; A Mulher do Centroavante - crônicas, A Cantada Infalível - contos,Viagem - histórias de viagens,Crônica da Selvageria Ocidental - crônicas e contos,Canibais - romance, Mulheres! - crônicas e contos, Pistoleiros Também Mandam Flores - folhetim publicado pela editora L&PM, Jogo de Damas - Livro no qual descreve a importância da mulher sobre a história do mundo, através de grandes personagens históricos femininos; Cris, a Fera - folhetins publicados originalmente no seu blog, Meu Guri - crônicas sobre seu filho, Bernardo; Jô na estrada - Conta a história de uma menina que saiu de casa para procurar um novo mundo para viver.

9.MILLÔR FERNANDES - Millôr Fernandes (Rio de Janeiro, 16 de agosto de 1923)  é um desenhista, humo-rista, dramaturgo, escritor e tradutor brasileiro.
Biografia:
Carioca do Méier, nasceu Milton Viola Fernandes, tendo sido registrado, graças a uma caligrafia duvidosa, como Millôr, o que veio a saber adolescente. Aos dez anos de idade vendeu o primeiro desenho para a publicação O Jornal do Rio de Janeiro. Recebeu dez mil réis por ele. Em 1938 começou a trabalhar como repaginador, factótum e contínuo no semanário O Cruzeiro. No mesmo ano ganhou um concurso de contos na revista A Cigarra (sob o pseudônimo de "Notlim"). Assumiu a direção da publicação algum tempo depois, onde também publicou a seção "Poste Escrito", agora assinada por "Vão Gogo".
Em 1941 voltou a colaborar com a revista O Cruzeiro, continuando a assinar como "Vão Gogo" na coluna "Pif-Paf", o fazendo por 18 anos. A partir daí passou a conciliar as profissões de escritor, tradutor (autodidata) e autor de teatro.
Já em 1956 dividiu a primeira colocação na Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires com o desenhista norte-americano Saul Steinberg. Em1957, ganhou uma exposição individual de suas obras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Dispensou o pseudônimo "Vão Gogo" em 1962, passando a assinar "Millôr" em seus textos n'O Cruzeiro. Deixou a revista no ano seguinte, por conta da polêmica causada com a publicação de A Verdadeira História do Paraíso, considerada ofensiva pela Igreja Católica.
Em 1964 passou a colaborar com o jornal português Diário Popular e obteve o segundo prêmio do Salão Canadense de Humor. Em 1968começou a trabalhar na revista Veja, e em 1969 tornou-se um dos fundadores do jornal O Pasquim.
Nos anos seguintes escreveu peças de teatro, textos de humor e poesia, além de voltar a expor no Museu de Arte Moderna do Rio. Traduziu, do inglês e do francês, várias obras, principalmente peças de teatro, entre estas, clássicos de Sófocles, Shakespeare, Molière,Brecht e Tennessee Williams.
Depois de colaborar com os principais jornais brasileiros, retornou à Veja em setembro de 2004, deixando a revista em 2009 devido a um desentendimento acerca da digitalização de seus antigos textos, publicados sem autorização no acervo on-line da publicação.[2]
Obras
Prosa: Eva sem costela – Um livro em defesa do homem (sob o pseudônimo de Adão Júnior) - 1946 - Editora O Cruzeiro, Tempo e contratempo (sob o pseudônimo de Emmanuel Vão Gogô) - 1949 - Editora O Cruzeiro, Lições de um ignorante - 1963 - J. Álvaro Editor, Fábulas Fabulosas - 1964 - J. Álvaro Editor. Edição revista e ilustrada – 1973 – Nórdica,  Esta é a verdadeira história do Paraíso - 1972 - Livraria Francisco Alves,Trinta anos de mim mesmo - 1972 – Nórdica, Livro vermelho dos pensamentos de Millôr - 1973 – NórdicaCompozissõis imfãtis - 1975 – Nórdica, Livro branco do humor - 1975 – Nórdica, Devora-me ou te decifro – 1976 – L&PM, Millôr no Pasquim - 1977 – Nórdica, Reflexões sem dor - 1977 – Edibolso,  Novas fábulas fabulosas - 1978 – Nórdica,Que país é este? - 1978 – Nórdica, Millôr Fernandes – Literatura comentada. Organização de Maria Célia Paulillo – 1980 Abril Educação,Todo homem é minha caça - 1981 – Nórdica,Diário da Nova República - 1985 – L&PM, Eros uma vez – 1987 – Nórdica – Ilustrações de Nani, Diário da Nova República, v. 2 - 1988 – L&PM, Diário da Nova República, v. 3 – 1988 – L&PM, The cow went to the swamp ou A vaca foi pro brejo – 1988 – Record, Humor nos tempos do Collor (com L. F. Veríssimo e Jô Soares) – 1992 – L&PM, Millôr definitivo - A bíblia do caos - 1994 – L&PM, Amostra bem-humorada – 1997 – Ediouro ,Tempo e contratempo (2ª edição) – Millôr revisita Vão Gogô - 1998 - Beca.,Crítica da razão impura ou O primado da ignorância – Sobre Brejal dos Guajas, de José Sarney, e Dependência e Desenvolvimento na América Latina, de Fernando Henrique Cardoso – 2002 – L&PM, 100 Fábulas Fabulosas – 2003 – Record, Apresentações – 2004 – Record, Novas Fábulas E Contos Fabulosos (ilustrações de Angelisa) - 2007 – Desidratada,
Teatro (em livro):  Teatro de Millôr Fernandes (inclui Uma mulher em três atos 1953, Do tamanho de um defunto 1955, Bonito como um deus 1955 e A gaivota 1959) – 1957 – Civilização Brasileira;Um elefante no caos ou Jornal do Brasil ou, sobretudo, Por que me ufano do meu país – 1962 – Editora do Autor;
Pigmaleoa – 1965 – Brasiliense;Computa, computador, computa – 1972 – Nórdica;
É... – 1977 – L±A história é uma istória – 1978 – L±O homem do princípio ao fim – 1982 – L±Os órfãos de Jânio – 1979 – L±Duas tábuas e uma paixão – 1982 – L&PM (nunca encenada).
Espetáculos musicais: Pif-Paf – Edição extra! – 1952 (com músculos de Ary Bizarro);Esse mundo é meu – 1965 (em parceria com Sérgio Ricardo); Liberdade, liberdade – 1965 (em parceria com Flávio Rangel); Memórias de um sargento de milícias - 1966 (com músicas de Marco Antonio e Nelson Lins e Barros);Momento 68 – 1968; Mulher, esse super-homem – 1969; Bons tempos, hein?! – 1979 ;(publicada pela L&PM - 1979 - Pouso Alegre);Vidigal: Memórias de um tenente de milícias – 1982 (com músculos de Carlos Lyraseso);De repente – 1984;O MP4 e o Dr. Çobral vão em busca do mal – 1984; China! Outros 5000 – Uma Pope Ópera (com músculos de Toquinho e Paulo César Pinto).

10.OTTO LARA RESENDE - Otto de Oliveira Lara Resende (São João del-Rei, 1 de maio de 1922 — Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 1992) foi um jornalista e escritor brasileiro. Otto é pai do economista André Lara Resende. Seu pai, Antônio de Lara Resende, era professor, gramático e memorialista, e foi casado com Maria Julieta de Oliveira, com quem teve 20 filhos, dos quais Otto era o quarto.
Biografia:
Começou a lecionar francês aos 14 anos. Aos dezoito anos começou a trabalhar como jornalista no periódico O Diário, de Belo Horizonte. Dai por diante nunca mais deixou de ser jornalista, tendo chegado a editar o suplemento literário do Diário de Minas. No Rio de Janeiro trabalhou no Diário de Notícias, em O Globo, Diário Carioca, Correio da Manhã, Última Hora, revista Manchete, Jornal do Brasil e TV Globo.
Em 1957, a Editora José Olympio publicou seu segundo livro de contos, Boca do Inferno.
Fundou com Rubem Braga e Fernando Sabino, entre outros amigos, a Editora do Autor. Lá publicou O retrato na gaveta (1962) e O braço direito (1963). Em 1964 escreveu A cilada, um conto sobre a avareza, no livro Os sete pecados capitais, publicado pela Editora Civilização Brasileira, e do qual participaram também Guimarães Rosa (soberba), Carlos Heitor Cony (luxúria), Mário Donato (ira), Guilherme Figueiredo(gula), José Condé (inveja) e Lygia Fagundes Telles (preguiça).
Em 1967 estreou seu programa O pequeno mundo de Otto Lara Resende, na TV Globo, uma participação diária de 60 segundos durante a qual falava sobre os acontecimento do dia.
Na época de sua morte, trabalhava como cronista para o jornal Folha de S. Paulo.
 Academia Brasileira de Letras: Em 3 de julho de 1979 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, na cadeira 39, vaga com a morte de Elmano Cardim.
Obras: O lado humano (contos, 1952),Boca do inferno (contos, 1957 e 1998),O retrato na gaveta (contos, 1962), O braço direito (romance, 1964), A cilada (conto, 1965, publicado em "Os sete pecados capitais), As pompas do mundo (contos, 1975),O elo partido e outras histórias (contos, 1991),Bom dia para nascer (Crônicas na Folha de S. Paulo, 1993),O príncipe e o sabiá e outros perfis (História, 1994),A testemunha silenciosa (novelas, 1995).

11.SÉRGIO  PORTO -  Sérgio Marcus Rangel Porto (Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 1923 — Rio de Janeiro, 30 de setembro de 1968) foi um cronista, escritor, radialista e compositor brasileiro. Era mais conhecido por seu pseudônimo Stanislaw Ponte Preta.
Biografia:
Sérgio começou sua carreira jornalística no final dos anos 40, atuando em publicações como as revistas Sombra e Manchete e os jornais Última Hora, Tribuna da Imprensa e Diário Carioca. Nesse mesmo período Tomás Santa Rosa também atuava em vários jornais e boletins como ilustrador. Foi aí que surgiu o personagem Stanislaw Ponte Preta e suas crônicas satíricas e críticas, uma criação de Sérgio juntamente com Santa Rosa - o primeiro ilustrador do personagem -, inspirado no personagem Serafim Ponte Grande de Oswald de Andrade. Porto também contribuiu com publicações sobre música e escreveu shows musicais para boates, além de compor a música "Samba do Crioulo Doido" para o teatro rebolado.
Foi também o criador e produtor do concurso de beleza As Certinhas do Lalau, onde figuravam vedetes de primeira grandeza, como Anilza Leoni, Diana Morel, Rose Rondelli, Maria Pompeo, Irma Alvarez e muitas outras.
Conhecedor de Música Popular Brasileira e jazz, ele definia a verdadeira MPB pela sigla MPBB - Música Popular Bem Brasileira. Eraboêmio, de um admirável senso de humor e sua aparência de homem sisudo escondia um intelectual peculiar capaz de fazer piadascorrosivas contra a ditadura militar e o moralismo social vigente, que fazem parte do FEBEAPÁ - Festival de Besteiras que Assola o País, uma de suas maiores criações.
FEBEAPÁ: Festival de Besteiras que Assola o País tinha como característica simular as notas jornalísticas, parecendo noticiário sério. Era uma forma de criticar a repressão militar já presente nos primeiros Atos Institucionais (que tinham a sugestiva sigla de AI). Um deles noticiou a decisão da ditadura militar de mandar prender o autor grego Sófocles, que morreu há séculos, por causa do conteúdo subversivo de uma peça encenada na ocasião.
Satirizando o colunista Jacinto de Thormes (pseudônimo de Maneco Muller), Porto, na pele de Stanislaw, criou uma seção chamada "As Certinhas do Lalau", onde cada edição falava de uma musa da temporada, e muitas vedetes e atrizes foram eleitas "certinhas" pela pena admirável do jornalista.
Alcançou a fama por seu senso de humor refinado e a crítica mordaz aos costumes nos livros Tia Zulmira e Eu e FEBEAPÁ. Sua jornada diária nunca era inferior a 15 horas de trabalho. Escrevia para o rádio, para a TV, onde chegou a apresentar programas, e também para revistas e jornais, além de idealizar seus livros. O excesso de obrigações seria demais para o cardíaco Sérgio Porto, que morreu de infarto aos 45 anos de idade. Porto não viveu para presenciar o Ato Institucional Número Cinco, mas em sua memória um grupo de jornalistas e intelectuais fundou o semanário O Pasquim, em 1969.
Obras publicadas
Como Stanislaw Ponte Preta: Tia Zulmira e Eu (1961),Primo Altamirando e Elas (1962), Rosamundo e os Outros (1963),Garoto Linha Dura (1964),FEBEAPÁ1 (Primeiro Festival de Besteira que Assola o País) (1966), FEBEAPÁ2 (Segundo Festival de Besteira que Assola o Pais) (1967), Na Terra do Crioulo Doido (1968), FEBEAPÁ3 (1968), A Máquina de Fazer Doido (1968),Gol de Padre.
Como Sérgio Porto: A Casa Demolida (1963), As Cariocas (1967),A velhinha contrabandista (1967).

12.FABRÍCIO  CARPINEJAR - Fabrício Carpi Nejar, ou Fabricio Carpinejar, como passou a assinar em 1998 (Caxias do Sul, 23 de outubro de 1972) é um poeta e jornalista brasileiro. Filho dos poetas Carlos Nejar e Maria Carpi, adotou a junção de seus sobrenomes em sua estréia poética, As solas do sol, de 1998. Em 2003 publicou, pela editora Companhia das Letras, a antologia Caixa de sapatos, que lhe conferiu notoriedade nacional. Desde maio, mantém a coluna que antes era ocupada por Moacyr Scliar no jornal Zero Hora. É mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Livros publicados: As solas do sol, Um terno de pássaros ao sul, Terceira sede, Biografia de uma árvore, Caixa de sapatos, Meu filho, minha filha, Canalha, Diário de um apaixonado, Mulher perdigueira, Beleza Interior, O Amor Esquece de Começar, Borralheiro.
Prêmios: Prêmio Fernando Pessoa, da União Brasileira de Escritores (1998),Prêmio Destaque Literário da 46º Feira do Livro de Porto Alegre (2000), Prêmio Açorianos de Literatura (2001), Prêmio Marengo D’Oro – Itália (2001), Prêmio Cecília Meireles, da União Brasileira de Escritores (2002), Prêmio Açorianos de Literatura (2002), Prêmio Nacional Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras (2003).

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