SOS LÍNGUA PORTUGUESA

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sábado, 3 de junho de 2017

QUESTÕES SOBRE CRÔNICA E PROSA CONTEMPORÂNEA

1) Considere as afirmativas abaixo:
I-A crônica., gênero literário em prosa , na sua forma atual derivou-se do jornalismo.
II-A crônica é uma narrativa curta que se apoia em dois aspectos fundamentais: o fato e o comentário.
III-A afirmação da crônica como gênero se deve a Machado de Asais, embora José de A-lencar  já lhe tivesse dado um certo relevo.
Estão corretas as afirmativas::
            (A)I e II           (B)II e lII         (C) I e III         (D)I, II e III

2) ''Notabiliza-se· como cronista, dos mais lidos e apreciados. Impregna tudo que escreve de um grande amor à vida, à pureza e liberdade de sentimentos. Ama os seres humildes e sofredores, dá ênfase ao cotidiano, aos pequenos gestos, numa linguagem singela, de tom coloquial, intimista."· ..
O trecho acima refere-se ao cronista:
a) Carlos Drumond de Andrade
b) Fernando Sabino
c) Luís Fernando Veríssimo
d) Paulo Mendes Campos
e) Rubem Braga

3) Associe o nome do cronista às características descritas:
(   )Numa linguagem lírica, busca, atrás das aparências , a essência da vida, a magia e
o prazer da existência.
(   )Num  tom, na maioria das vezes irreverente e irônico, comenta os mais variados fatos do cotidiano das pessoas e suas atitudes, seu modo de agir.
(  )De linguagem simples e direta, busca traduzir tudo aquilo que vê em cada pequeno momento da vida, valorizando-o, resgatando sua importância e beleza.
(   ) Seu modo de escrever é baseado no conflito de situações, mostrando o ridículo que há nas coisas vistas sob certos ângulos diferentes.
(1) Rubem Braga
(2) Paulo Mendes  Campos
(3) Fernando Sabino
(4) Luís Fernando Veríssimo

4) Assinale só a alternativa incorreta:
a) A linguagem das crônicas de Paulo Mendes Campos é bastante marcada pelo lirismo poético.
b) Paulo Mendes Campos busca na infância a utopia necessária para, com sua pureza e alegria de viver, tentar superar o tédio, a insensibilidade e a solidão da cidade grande.
c) O Cego de Ipanema, Homenzinho na Ventania e O anjo bêbado são livros de crô-nicas de Paulo Mendes Campos.
d) A crônica de tendência humorística, que se acentuou dos anos 70 para cá, pode muito bem ser representada por nomes como Luís Fernando Veríssimo, Carlos Eduardo Novaes e Jô Soares.
e) Infelizmente, Drummond, Manuel Bandeira, Vinícius de Moraes e Cecília Meireles, por serem grandes poetas. nunca se interessaram por escrever crônicas.

5)Não é verdadeiro com relação a Rubem Braga:  .
a) Enquanto escritor, dedicou-se fielmente à crônica, que reuniu em livros como: O conde e o passarinho, A cidade e a roça, Ai de ti, Copacabana!
b) É considerado como o grande mestre da crônica contemporânea.
c) Sua linguagem exuberante e colorida constrói-se com as mais variadas figuras de estilo, riqueza de adjetivação , abundância de expressões pitorescas.
d) Sua crônica procura captar e resgatar o lado humano e sensível  que se esconde por detrás das situações mais simples, dos incidentes banais.
e) Desprezando os excessos das figuras de estilo ou a sofisticação expressional , Rubem Braga tem uma linguagem enxuta, direta, ágil.

Instrução: Leia o fragmento abaixo extraído d'O analista de Bagé, de Luís Fernando Veríssimo, e responda as questões.
Existem rnuitas histórias sobre o analista de Bagé mas não sei se todas são verdadeiras. Seus métodos são certamente pouco ortodoxos, embora ele mesmo se descreva como um "freudiano barbaridade ". E parece que dão certo, pois a clientela aumenta. Foi ele que de-senvolveu a terapia do joelhaço.·    .
Diz que quando recebe um paciente novo no seu consultório a primeira coisa. que o ana-lista de Bagé faz é lhe dar um joelhaço. Em paciente homem, claro, pois em mulher, se-gu-do ele, "só se bate pra descarrega energia”. Depois do joelhaço o paciente é levado dobra-do ao meio, para o divã coberto com um pelego.
- Te abanca, índio velho, que tá incluído no preço.
- Ai - diz o paciente '
- Toma um mate?
-Na-não ... -geme o paciente
- Respira fundo, tchê. Enche o bucho que passa ..
O paciente respira fundo. O analista de Bagé pergunta:
- Agora, qual é o causo?
- É a depressão, doutor.
( .. .)
- Só sei que estou deprimido e isso é terrível. É pior do que tudo.
Aí o analista de Bagé chega a sua cadeira para perto do divã a pergunta:
- É" pior que joelhaço?

6) Considere as afirmações sobre o texto.
I- A linguagem do texto está repleta de expressões tipicamente gauchescas como "barba-ridade", "índio velho" e "bucho".
II- A técnica do analista é a de fazer o paciente perceber que nada dói mais do que o joe-lhaço e que, portanto, a sua depressão não tem sentido.
III - O analista, "freudiano barbaridade", possui métodos bastante comuns a todos os ana-listas seguidores de Freud.
Quais estão corretas?
(A) Apenas I       (B) Apenas II   (C) Apenas III   (D) Apenas I e II      (E) I, II, III

7) Sobre o texto, pode-se afirmar que:           .
(A) existe um contraste entre a "doença"  do paciente, que é psicológica, e a cura promo-vida pelo analista, que é física.
(B) é clara a origem do paciente, um indígena, visto que o analista o reconhece e o trata por "índio velho".
(C) o joelhaço comentado no texto é meramente figurativo, na verdade é como se o ana-lista desse o golpe com suas palavras.
(D) a linguagem do texto é marcadamente urbana, sem nada que faça lembrar o falar ga-uchesco, pois seu autor é de Porto Alegre.
(E) se percebe a intenção do analista de tirar o dinheiro do analisado sem o curar, porque nada .do que ele faz necessita de formação acadêmica.        

8)No ano de 2002, foi produzido no Rio Grande do Sul um filme chamado "A paixão de Jacobina", que retrata a revolta dos Mückers, ocorrida no Morre Ferrabrás, em Sapiranga. Esse filme foi baseado em um romance do escritor contemporâneo Luiz Antonio de Assis Brasil, que nesta ficção baseada em fatos históricos aborda o movimento messiânico ocorrido nos anos de 1870.
O nome do livro no qual foi baseado o filme é
(A) O tempo e o vento.            (B) A Ferro e Fogo.              (C) Videiras de Cristal.
                      (D) Um Castelo no Pampa.        (E) As Virtudes da Casa .

9) Numere a segunda coluna de acordo com a primeira.
Coluna 1
1.Clarice Lispector
2.Osman Lins
3.Cecília Meireles
4.Rachel de Queiroz
5.Érico Veríssimo

Coluna 2
(   ) Painel épico da formação da civilização gaúcha. O Tempo e o Vento é um clássico que consagrou o nome do seu autor como um dos grandes romancistas brasileiros.
(   ) Escreveu Romanceiro da Inconfidência; "sua linguagem é simples e acessível", preo-cupa-se com o tempo, com a solidão e o sentimento.
(   ) O romance A Rainha dos Cárceres da Grécia demonstra que o seu autor tendeu tanto para a ficção como para o ensaio.
(   ) Em A paixão Segundo G,H., analisa uma figura profundamente interessada na sua interrelação como cosmo.
(   ) Chico Bento, D. lnácia, Cordulina são personagens de um dos seu conhecidos roman-ces, que figura na literatura brasileira regionalista como um dos mais lidos.
                A sequência obtida é:
        a) 3, 1,4,5,2.   b) 1,5,2,4,3.   c) 5,3,2, 1,4.   d) 3, 1,4,2,5.   e) 4,2,5,3, 1.

10) Peça de Nélson Rodrigues que se desenvolve em diferentes planos: o da vida real, concreta, objetiva; o da vida da imaginação, desregrada, liberta. Consiste no que se pode chamar de "tragédia da memória" e afirmou-se como um marco do teatro moderno brasileiro. Trata-se de:
   a) Álbum de Família.              b) A   Falecida.                c) Vestido de Noiva         
                       d) Navalha na Carne.       e) Beijo no Asfalto.

11) Dias Gomes, Ariano Suassuna, Oduvaldo Vianna Filho e Plínio Marcos são dramaturgos brasileiros contemporâneos que escreveram, respectivamente:
a) O Santo Inquérito, O Auto da Compadecida, Rasga Coração, Navalha na Carne.
b) O Pagador de Promessas, Os Ossos do Barão, O Assalto, O Abajur Lilás.
c) O Berço do herói, A Pena e a Lei, O Último Carro, Quando as Máquinas Param.
d) As Primícias, Álbum de Família, À Prova de Fogo, Barrela.
e) O Rei de Ramos, Farsa da Boa Preguiça, Senhora da Boca do Lixo, Homens de Papel.

12) Leia O seguinte fragmento de O Continente I, de Érico Veríssimo:
     Ana procurava sempre esquecer os dias de medo e aflição, principalmente aquele - o pior de todos! - em que, chegando à casa uma tarde, vira, horrorizada, um índio coroado aproximar-se, na ponta dos pés, da cama onde seu filho dormia a sesta. Quase sem pensar no que fazia, apanhou o mosquete carregado que estava a um canto, ergueu-o à altura do rosto, apontou-o na direção do índio e atirou. O coroado caiu com um gemido sobre Pedro, que despertou alarmado, desvencilhou-se daquela "coisa" que estava em cima de seu peito e saltou para fora da cama já com o punhal na mão e todo banhado no sangue do bugre. Vendo o filho assim ensanguentado, ela se pôs a gritar, imaginando que também o tivesse atingido com o tiro. Os vizinhos acudiram e foi só depois de muito tempo que tudo se aclarou. Ana Terra não gostava de recordar ·esse dia. Ficara com o ombro arroxeado e dolorido por causa do coice que a arma lhe dera ao disparar. A sangueira que saia do corpo do coroado deixara-a tonta. Não tinha tido coragem de ir olhar de perto ... Mas um vizinho lhe contara:
- Ficou com um rombo deste tamanho no pulmão. ,J"
    Ana passara o resto daquele dia tomando chá de folhas de laranjeira. Tinha matado um homem.

Esse fragmento exemplifica o comportamento de Ana Terra no decorrer de todo o roman-ce, ou seja:
a) covarde por ser uma personagem feminina.
b) inconsequente, pois age sempre com impulsividade.
c) fuxiqueira, porque passa conversando com vizinhos, para saber da vida dos outros.
d) corajosa, pois demonstra capacidade para enfrentar as adversidades.
e) insegura, porque seus dias são marcados por medo e aflicão.

13) Relacione autor e obra, colocando entre parênteses o número correspondente ao autor:
(1) Guimarães Rosa
(2) Dalton Trevisan
(3) Lins do Rego
(4) Érico Verissimo
(5) Jorge Amado

(   ) Menino de Engenho
(   ) Cacau
(   ) Olhai os Lírios do Campo
(   ) Grande sertão: Veredas
(   ) O Vampiro de Curitiba

                 a) 3 - 5 - 4 - 1 - 2        b) 5 - 3 - 4 - J - 2         c) 4 5 3 1 2
                               d) 4 - 5 - 2 - 3 - 1       e) 1-3-2-4-5

14) Sobre o personagem Analista de Bagé, considere as seguintes afirmações.
I - O Analista, apesar dele ter um linguajar gauchesco, em nada mais se diferencia de ou-tros profissionais da área.
II - O consultório do Analista tem um divã coberto com pelego, e, quando o paciente chega, ele lhe oferece um chimarrão.
III - O Analista tem uma recepcionista, chamada Lindaura, que foi instruída por ele a avaliar os pacientes antes de entrarem no consultório.
                                             Quais estão corretas?
(A) Apenas I
(B) Apenas ll
(C) Apenas I e II
(D) Apenas II e III
(E) I, II, III

15)Não é verdadeira  com relação a Fernando Sabino:
a) Além de cronista, é também contista e romancista, como atestam, neste último caso, os livros: O Encontro marcado e O Grande Mentecapto.
b)Costuma misturar. num mesmo livro, crônicas e contos, como ocorre em: O Homem Nu, A Falta que Ela me Faz e O Galo sou Eu.
c) A linguagem trabalhada e  a busca da palavra precisa e mais expressiva são marcos de seu estilo que, no entanto. não afetam certo tom informal que há em seus textos.
d) Sua crônica explora, muitas vezes, o elemento conflitivo das situações e, com humor e malícia, procura revelar o lado ridículo de certos acontecimentos.
e)Típico escritor carioca, suas crônicas são fortemente marcadas pela presença de expressões populares e personagens característicos dos morros e favelas do Rio.    

16) "Clessi (choramingando) - O olhar daquele homem despe a gente!
Mãe (com absoluta falta de compostura) - Você exagera, Scarlett!
Clessi - Rett é indigno de entrar numa casa de família!
Mãe (cruzando as pernas; incrível falta de modos) - Em compensação, Ashley é espiritual demais. De- mais! Assim também não gosto.
Clessi (chorando despeitada) - Ashley pediu a mão de Melânie! Vai-se casar com Melânie!
Mãe (saliente) - Se eu fosse você preferia Rett. (Noutro tom) Cem vezes melhor que outro!
Clessi (chorosa) - Eu não acho!
Mãe (sensual e descritiva) - Mas é, minha filha!  Você viu como ele  é forte? Assim! Forte mesmo!”
     No trecho acima, as personagens de Vestido de Noiva subitamente se põem a recitar diálogos do filme E o Vento Levou. No contexto dessa obra de Nélson Rodrigues, esse recurso de composição configura- se como:
a) crítica à internacionalização da cultura, reivindicando o privilégio dos temas nacionais.
b) sátira do melodrama, o que dá dimensão autocrítica à peça.
c) sátira do cinema, indicando a superioridade estética do teatro.
d) intertextualidade, visando indicar o caráter universal das paixões humanas.
e) metalinguagern, visando revelar o caráter ficcional da construção dramática.

A educação pela pedra

Uma educação pela pedra: por lições;
para aprender da pedra, frequentá-la;
captar sua voz inenfática, impessoal
(pela de dicção e/a começa as aulas).
A lição de moral, sua resistência fria
ao que flui e a fluir, a ser maleada;
a de poética, sua carnadura concreta;
a de economia, seu adensar-se compacta:
lições da pedra (de fora para dentro,
cartilha muda), para quem soletrá-Ia.
Outra educação pela pedra: no Sertão
(de dentro para fora, a pré-didática).
No Sertão a pedra não sabe lecionar,
e se lecionasse não ensinaria nada;
lá não se aprende a pedra: lá a pedra,
uma pedra de nascença, entranha a alma.
                                     João Cabra! de Meio Neto.

17) Pode-se, nesse poema de João Cabral de Meio Neto,  identificar que:
I. há dois modos de educação pela pedra, marcados pelos indefinidos "uma" e "outra".
II. há preferência pela estrutura complexa e registro de versos brancos.   .
III. existe só um modo de educação pela pedra, baseado numa só lição: a lição da cartilha.
                                            Está(ão) correta(s)
a) apenas I.       b) apenas II.    c) apenas I e II.    d) apenas III.     e) apenas II e III.


GABARITO: 1-A, 2-D, 3- 1/4/2/3, 4-E, 5-C, 6-D, 7-A, 8-C, 9- 5/3/2/1/4, 10- C, 11- C, 12 –D, 13 –A, 14 –E, 15 –E, 16 –B, 17 – C.

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